ENEM/SISU

VISÃO GERAL

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       A prova do ENEM consiste em dois dias de prova que totalizam 180 questões e uma redação.

Sua nota pode ser usada para diversas universidades públicas por meio do SiSU (explicaremos mais adiante) e também em universidades privadas como FGV, Insper e ESPM. Ela é dividida da seguinte forma:  

  • Primeiro dia:​ 45 de linguagens e suas tecnologias, dentre essas 5 em língua estrangeira (sua prova terá as questões de Inglês e de Espanhol, mas você deve passar para a folha ótica apenas as respostas da língua que você escolheu na hora da inscrição) e 45 de ciências humanas; 

  • Segundo dia: 45 de matemática e suas tecnologias e 45 de ciências da natureza.

      Vale ressaltar que o ENEM conta com um sistema de notas chamado TRI (teoria de resposta ao item), em que a nota de 0 a 45 é reformulada em uma nota de 0 a 1000. Isso se baseia no nível de dificuldade do exercício e nos erros e acertos de exercícios de temas similares; por exemplo: acertar um exercício fácil de função afim e errar um difícil vale mais do que o oposto, já que eles interpretam o acerto apenas do difícil como chute. Esse algoritmo de dificuldade é apenas conhecido pelos avaliadores do ENEM, portanto não é possível determinar a dificuldade de cada questão, mas adiante daremos dicas de como tentar tirar maior proveito do TRI. 

 

   

 

       A redação do ENEM é bastante conhecida e tende a cobrar temas concretos da realidade brasileira. A dissertação do ENEM possui coletânea de cerca de 5 textos verbais e não verbais e espera que se escreva até 30 linhas sem título obrigatório. O diferencial da redação do ENEM em relação às outras dissertações argumentativas é a conclusão: nela, o candidato deve escrever uma proposta de intervenção para melhorar a situação refletida no texto seguindo 5 parâmetros: agente (quem promoverá a ação dentre instituições do governo, ONGs, empresas, etc), ação (qual ação promoverão), meio (como promoverão, por exemplo: campanhas em redes sociais), detalhamento (pode-se detalhar qualquer categoria, colocando algo extra sobre a mesma que a torne mais completa) e finalidade (a motivação de fazer aquilo, por exemplo: a fim de democratizar o acesso à educação no Brasil).

        Todas as redações do ENEM seguem um modelo bastante similar, então é muito importante treinar para ter esse modelo fixo em mente na hora de fazer a prova. Uma base que você pode usar para desenvolver a sua redação é dividir os parágrafos da seguinte forma:

  1. Introdução: Apresentar uma referência externa. Conectar essa referência ao problema da proposta. Dizer uma causa X e uma causa Y para esse problema;

  2. Argumento 1: desenvolver e explicar a causa X;

  3. Argumento 2: desenvolver e explicar a causa Y. Afirmar que há como solucionar / controlar o problema;

  4. Conclusão: dizer que cabe ao agente, por meio do meio, fazer a ação, com tal finalidade.

      Descrever algum dos elementos mais afundo para completar com o detalhamento os 5 fatores para uma boa conclusão com intervenção. Você pode dar uma olhada no resumo de dissertação para mais dicas. Ainda, a redação do ENEM valoriza muito o uso de conectivos entre os parágrafos e entre as frases, como por exemplo primeiramente, finalmente, ademais, além disso, e como a correção da redação é feita muito rapidamente, a fácil identificação desses conectivos pelo corretor podem render uma nota maior no critério de coesão textual.

         O ENEM é uma prova de duração de 5 horas no dia de ciências da natureza e matemática e 5 horas e 30 minutos no dia de ciências humanas, linguagens e redação. Portanto, é bastante importante treinar a resistência para fazer esse tipo de prova e manter a calma em dias que os conteúdos não te agradam muito. Toda a prova conta bastante com a interpretação de enunciados, textos e gráficos, sendo uma prova menos conteúdista e mais focada em habilidades de lidar com textos.

        É muito importante saber utilizar o TRI a seu favor: não é possível saber a dificuldades das questões (fácil, média ou difícil), mas muitas delas podem ser estimadas com um pouquinho de intuição. Algumas questões são respondidas ‘na hora’ (basta observar um gráfico ou uma imagem que encontra-se a resposta) e estas tendem a ser as questões mais fáceis; algumas delas requerem diversos cálculos, por mais simples que a matéria seja para você, e estas tendem a ser as questões mais difíceis. Claro, não podemos levar isso como uma regra, afinal o algoritmo do TRI só é conhecido pelos elaboradores da prova, mas essa pitada de intuição funciona diversas vezes e qualquer ajudinha que podemos nos dar durante a prova é válida!

      Nesse caso, deixo aqui uma dica pessoal: enquanto eu lia e respondia as questões da prova (sempre deixando as que eu tinha mais dificuldade ou não sabia para o final, evitando perder tempo), eu buscava dividi-las nessas três categorias. Depois, eu voltava para as marcadas como fáceis e tentava responder elas com calma, evitando erros bobos ou de atenção; terminadas as fáceis, eu me dirigia para as médias, seguindo os mesmos passos, até terminar todas as questões. Nisso, você consegue se garantir nas questões mais fáceis e médias e pode ter uma influência positiva na sua nota do TRI. 

 

      O Sistema de Seleção Unificada (SiSU) abre normalmente durante 4 dias no final de janeiro e usa as notas do ENEM para te dar acesso a diversas universidades no Brasil inteiro. Você consegue entrar usando seu número de inscrição do ENEM e criando um perfil próprio. A partir disso, você pode aplicar sua nota em duas faculdades, podendo alterar sua escolha até 23:59 do último dia de inscrição do SiSU.

      A chave para entender o SiSU é a seguinte: as notas de corte das faculdades, calculadas usando diferentes pesos para suas notas do ENEM (por exemplo: uma faculdade de engenharia tende a dar peso maior para matemática do que para ciências humanas), variam com base nas notas das pessoas que aplicam para ela.

      Assim, o sistema fecha à noite e abre no dia seguinte alterando a nota de corte para, por exemplo, em uma faculdade com 160 vagas, a 160ª melhor nota. Então, aplicar sua nota do ENEM no SiSU é uma grande aposta e requer atenção nas flutuações das notas de corte ao longo dos dias, para que no dia de fechamento você possa colocar em suas 2 opções faculdades nas quais você tem chance de entrar.

 

    O Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação é um programa que oferece bolsas de estudos, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior para quem se enquadra nas seguintes categorias: estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública, ou na rede particular na condição de bolsista integral da própria escola, ou parcialmente em cada, estudantes com deficiência, professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Nesse caso, não é necessário comprovar renda. O candidato com deficiência ou que se autodeclarar indígena, preto ou pardo pode optar por concorrer a bolsas destinadas a políticas de ações afirmativas.

      Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. O bolsista parcial de 50% pode usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para custear os outros 50% da mensalidade, sem a necessidade de apresentação de fiador na contratação do financiamento. Para isso, é necessário que a instituição e o curso para o qual o candidato foi contemplado com bolsa parcial do Prouni tenham oferta de vagas para financiamento e que o estudante seja aprovado no processo seletivo do Fies.

       Somente poderá se inscrever no Prouni o estudante brasileiro que não possua diploma de curso superior, que tenha participado do Enem mais recente e obtido, no mínimo, 450 pontos de média das notas. Essa nota é calculada com a soma de todas as notas obtidas nas provas do Enem (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação) e a divisão do total por cinco. Além disso, o estudante não pode ter tirado zero na redação.

      O processo seletivo do Prouni tem uma única etapa de inscrição, que é gratuita e feita logo após sair o resultado do enem e exclusivamente pela internet, na página do Prouni. Caso você não tenha computador, todas as instituições de ensino participantes do Prouni devem oferecer acesso gratuito à internet aos candidatos que pretendem fazer a inscrição. Para fazer a inscrição, o candidato deve informar o número de inscrição e senha do Enem. Encerrado o prazo de inscrição, o sistema do Prouni classifica os estudantes de acordo com as opções e as notas obtidas no Enem. Os estudantes são pré-selecionados em apenas uma das opções de curso, observada a ordem escolhida no momento da inscrição e o limite de bolsas disponíveis.

      Serão realizadas duas chamadas. A cada chamada, os candidatos pré-selecionados têm um prazo para comparecer à instituição de ensino e apresentar os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. Para certificar-se da veracidade das informações prestadas, a instituição pode pedir ao estudante outros documentos que julgar necessários. É permitida às instituições a realização de processo seletivo próprio dos pré-selecionados pelo Prouni. Essa informação é dada ao candidato no momento da inscrição. Nesses casos, as instituições que optarem por processo próprio de seleção devem explicar formalmente aos estudantes, no prazo máximo de 24 horas da divulgação dos resultados das chamadas, a natureza e os critérios de aprovação, os quais não podem ser mais rigorosos do que aqueles aplicados aos pré-selecionados em seus processos seletivos regulares.

       É vedada a cobrança de taxas para realização do processo seletivo próprio.

Ao final das duas chamadas, o candidato pode manifestar interesse em participar da lista de espera do Prouni. As bolsas eventualmente não preenchidas nas duas chamadas serão ocupadas pelos estudantes participantes da lista de espera que comprovarem as informações prestadas na ficha de inscrição.

      O Fundo de financiamento estudantil é um programa do Ministério da Educação e é garantido por lei,  que tem como objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC e ofertados por instituições de educação superior não gratuitas aderentes ao programa.

      Para concorrer ao FIES, é necessário ter feito o ENEM a partir da edição de 2010, tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos e nota superior a 0 (zero) na redação.

     Na primeira modalidade, o novo FIES ofertará vagas com juros zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos. Nessa modalidade, o aluno começará a pagar as prestações respeitando o seu limite de renda, fazendo com que os encargos a serem pagos pelos estudantes diminuam consideravelmente.

 

      A outra modalidade de financiamento, denominada P-Fies, é destinada aos estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. A referida modalidade funciona com recursos dos Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento e ainda, com os recursos dos Bancos privados participantes.

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